O educador

Teixeira de Pascoaes disse de Leonardo Coimbra ser «uma Trindade: o orador, o professor, o filósofo». Quem diz Trindade, fala forçosamente de unidade. Leonardo é uma unidade que, sem heteronímia, se manifestou com coerência irrepreensível no pensamento, na vida e na acção. Orador, educador e filósofo são para uma tríade perfeita que, na atenção àquela coerência, pedem mútua explicitação. Compreendeu-o de forma muito notável Manuel Ferreira Patrício na Pedagogia de Leonardo Coimbra: Teoria e Prática (1992) ao percorrer a filosofia criacionista e ao dela transitar para a reflexão e prática pedagógicas, suspendendo estas dos fundamentos da primeira. Dificilmente se poderá superar este esforço da sua hermenêutica compreensiva, à qual deverão voltar os que queiram estudar e aprofundar a pedagogia criacionista.

São também importantes para a avaliação da figura do educador as Memórias de um Letrado de Álvaro Ribeiro, discípulo que sonhou um dia tornar-se assistente de Leonardo na Faculdade de Letras do Porto, como nos confidencia no Livro V. É ele que nos recorda que toda a pedagogia de Leonardo se concentrava neste desígnio único: «Conhecer, compreender e não aniquilar!»...

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